7 de junho de 2026

Pré-candidato, Abílio diz que será “fiscal” também em Brasília

Filiado ao partido do Bolsonaro, o ex-vereador diz que deputados de MT não fiscalizam recursos

O pré-candidato a deputado federal Abilio Junior (PL) afirmou que, caso eleito, replicará em Brasília o que realizou como vereador de Cuiabá: fiscalização na gestão e no uso de verbas públicas. 

O ex-parlamentar criticou a bancada federal de Mato Grosso que, segundo ele, manda recursos por meio de emendas, mas nada faz para analisar se o montante foi mesmo aplicado.

“Minha candidatura surge de uma demanda por fiscalização. O Governo Federal manda emenda, mas ninguém fiscaliza o recurso federal. Mato Grosso tem oito deputados federais e o foco deles nunca foi a fiscalização”, afirma.

“Até mesmo Cuiabá, quando eu era vereador, eu tentava trazer uma auditoria do SUS por meio desses deputados e não conseguia, porque eles não davam esse amparo para gente”, completou.

Filiado à sigla do presidente Jair Bolsonaro, o ex-vereador garantiu que não teria problemas em atuar como agente fiscalizador em um eventual segundo mandato do presidente. “Só não gosta da fiscalização quem tem algum interesse de que as coisas continuem de forma errada”, disse.

“Se o deputado quer defender o presidente, encontra o problema e leva até o presidente. Eu que acredito no presidente como um cara sério, honesto. Se eu fiscalizar e levar até ele, quero acreditar que ele vai pegar as minhas denúncias e resolver o problema. Se caso for fora disso, já não é um cara em que eu acredito”, disse.

Arquirrival

Como vereador, Abílio enfrentou e denunciou diversas irregularidades na gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), especialmente na questão da saúde. Em 2020, enfrentou o emedebista nas urnas, saiu vencedor no primeiro turno, mas acabou perdendo no segundo.

Nesta campanha eleitoral, Abílio deverá enfrentar o filho de Emanuel, o deputado federal Emanuelzinho (MDB), que é pré-candidato a reeleição.

Questionado sobre a possibilidade da antagonismo se repetir novamente nesse pleito, Abílio apontou que o processo político-eleitoral de Emanuelzinho é diferente do seu.

“O Emanuelzinho traz essa narrativa [de arquirrival] pelo que aconteceu na história em Cuiabá, mas ele tem um processo político diferente do meu. O processo de reeleição dele é diferente do processo poelo qual eu passo”.

“Não tenho apoio da máquina da Prefeitura, de um pai prefeito, de um partido estruturado como ele. O caminho que ele irá trilhar é diferente do meu. Os meus adversários talvez, diretamente, sejam outros. Mas ele está lá [na Câmara] e eu desgosto do mandato dele”, emendou.

Em busca da cadeira

Abílio disse estar confiante na possibilidade de conquistar uma das oito cadeiras de Mato Grosso na Câmara Federal. A pretensão do PL, segundo ele, é fazer ao menos dois deputados federais.

Atualmente, o partido de Bolsonaro no Estado tem os deputados Nelson Barbudo e José Medeiros na Câmara.

“Eu acho que o PL faz dois deputados, o União faz um, o MDB faz um, a federação PT, PV E PCdoB faz um. Aí temos cinco nomes. Sobram três”. 

“Nessas cadeiras, creio que uma será ocupada pelo Republicanos, que pode fazer um, outra será do PSB do deputado Max Russi tentando fazer um, e o PTB com Victório Galli e Ullysses Moraes tentando ocupar uma dessas vagas”, disse. 

fonte:midianews

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