6 de abril de 2025

Sindicato aponta impactos para motoristas de aplicativo e AL convoca MT Gás e Ager para discutir reajuste da tarifaPara o deputado Diego Guimarães, o reajuste vai desestruturar o setor com o aumento do valor do GNV

Antes de entrar em recesso parlamentar, a Assembleia Legislativa vai colocar em discussão o reajuste da tarifa do Gás Natural Veicular (GNV) em Mato Grosso. A proposta é de que o valor saia de R$ 1,52 para R$ 2,41 por metro cúbico de gás. 

Na terça-feira (11), o assunto foi colocado na pauta da Comissão de Indústria, Comércio e Turismo, que deliberou pela convocação dos presidentes da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager) e da MT Gás,  Luis Alberto Nespolo e  Aécio Rodrigues, respectivamente. 

Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), para os revendedores de combustíveis, o valor se acrescido ao preço do GNV vai inviabilizar o uso de combustíveis pelos motoristas de aplicativos, taxistas e outros. Ainda de acordo com sindicato, o preço do etanol fica mais competitivo, levando o usuário a fazer a troca.

“É inaceitável um aumento de 66% de uma vez. O segmento inteiro vai falir. O estado não pode fazer política dessa maneira”, reclamou o deputado Wilson Santos (PSD).

“Se subir esses 66%, vamos decretar pela terceira vez o fim do GNV [gás natural veicular] em Mato Grosso”, afirmou diretor-executivo do sindicato, Nelson Soares. 

Diante disso, o deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), que preside a Comissão, se colocou contrário ao  reajuste. O aumento vai impactar diretamente o consumidor e teríamos o declínio de consumo, podendo desestruturar uma cadeia que há muito tempo vem lutando para se estruturar, são cerca de 6 mil veículos que rodam com gás”.

Os representantes do governo, por sua vez, lembraram que o teto da tarifa precisa ser reajustado, uma vez que os custos subiram e a tarifa não é atualizada desde setembro de 2021. Masse colocaram à disposição para dialogar com o setor.

“Isso vai dar equilíbrio para o negócio do gás canalizado, não podemos impor que a MT Gás trabalhe com preço deficitário, sendo que o custo hoje é de R$ 2,10. Mas também não vai ser preciso deixar a tarifa no máximo o tempo todo”, explicou Nespolo. 

Uma nova reunião da Comissão já está marcada para quinta-feira (13), um dia antes do conselho da Ager se decidir. “Vamos discutir isso antes da análise da Ager para que se avance nesse entendimento e não penalize o consumidor que está na ponta. Mato Grosso tem contrato continuo com a Bolívia para fornecimento de gás e precisa ser consumido, se desestimular com o aumento de preço o estado vai ficar no prejuízo”, ressaltou Diego.

“Não queremos causar esse impacto para os motoristas de aplicativo, entendemos que todos querem que o gás não aumente na bomba. Então vamos trabalhar nesse sentido, criando condições para que isso seja possível”, completou o deputado Carlos Avallone (PSDB). 

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