Pai de menina de 2 anos morta com tiro acidental responderá por omissão de cautela de arma

CONTEÚDO/ODOC
O 2º sargento da Polícia Militar, identificado pelas iniciais E.P., pai da menina de dois anos, morta na manhã desta quinta-feira (11), vítima de um disparo acidental por arma de fogo, será indiciado por omissão de cautela ao guardar o armamento.
O caso ocorreu na casa da família, no bairro Santa Cruz II, em Cuiabá.
O tiro que tirou a vida da criança foi dado pela prima de 5 anos, enquanto brincavam no quarto junto com o irmão da vítima, também, de 5. A arma em questão pertencia ao pai da menor.
Segundo o delegado Olímpio da Cunha Junior, responsável pelo caso, informou nesta tarde que o militar contou que a arma estava guardada no fundo falso de um criado-mudo, ao lado da cama, dentro de seu quarto. No momento do disparo, ele estava preparando comida na cozinha, enquanto as crianças brincavam no quarto.
O armamento era particular e não funcional, sendo de uso pessoal do policial.
Ainda conforme o delegado, as investigações sobre o caso estão em andamento e até o momento, não se sabe exatamente como a criança de cinco anos encontrou a arma do policial. “Tudo indica que as crianças estavam assistindo televisão e o policial estava preparando a comida. Ele era o único adulto na casa naquele momento”, disse.
O delegado ainda afirmou que até o momento ainda não tem todas as respostas. “A criança a gente sabe que é muito curiosa, todas são curiosas. A gente pode fazer uma relação aqui de que pode ter havido um vasculhamento, uma procura de alguma coisa e, por acaso, encontraram”, completou.
Criança adotada
A menina foi adotada pelo casal, que esperaram seis anos na fila de adoção para conseguir a guarda da menor, ocorrida em setembro de 2021, e em agosto de 2022, conseguiram registrar a certidão de nascimento da filha, que passou a levar o sobrenome do casal.
Em uma postagem, na rede social da mãe da menina compartilhou o dia em que ela recebeu o sobrenome do casal.
“É com muita alegria que compartilhamos com vocês a grande benção. Estamos com a certidão de nascimento da Eloá, tendo Elienay e Raquel como pais. Oficialmente filha no documento porque no coração já é filha há muito tempo. Obrigada a todos pelas orações”, escreveu a mãe naquele momento em suas redes sociais.
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