Wilson acredita que Judiciário irá interferir na próxima eleição da Mesa Diretora

Isso, porque a Emenda Constitucional nº100/21 veta que os atuais componentes do grupo disputem qualquer cargo na eleição subsequentes da qual foram eleitos, dentro da mesma legislatura
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) acredita que a próxima eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) irá sofrer interferência do Poder Judiciário.
Ocorre que a Emenda Constitucional nº 100/21, de autoria de Wilson, veta que os atuais componentes do grupo disputem qualquer cargo na eleição subsequentes da qual foram eleitos, dentro da mesma legislatura.
Apesar de a próxima eleição ser somente daqui a dois anos, a medida já está gerando polêmica desde agora, tendo em vista os possíveis acordos firmados, especialmente, entre os deputados estaduais Eduardo Botelho (União) e Max Russi (PSB).
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Nos bastidores, a conversa é que Botelho convenceu Max a recuar da disputa à presidência com a promessa de que ele assumiria o comando da Casa de Leis no próximo biênio. Para eles, o que vale é a Emenda Constitucional 108/2023, a qual estipula que é proibida a recondução para o mesmo cargo, mas não a permanência na Mesa.
“Na minha concepção, essa dúvida vai acabar sendo dirimida pelo Poder Judiciário, porque há várias emendas à Constituição. Na minha concepção, não é o Parlamento que define isso. Essa polêmica, na minha opinião, vai acabar chegando ao Judiciário”, disse Wilson Santos, autor da emenda.
Na prática, a emenda em questão veta a participação dos atuais presidente e primeiro-secretário da Mesa Diretora na eleição para escolha dos novos componentes para o próximo biênio.
Com isso, não poderiam disputar, a nenhum cargo, os deputados estaduais Botelho e Max Russi, abrindo caminho para uma eventual candidatura de Janaina Riva (MDB), de Júlio Campos (União), Dilmar Dal’Bosco (União), ou do próprio Wilson Santos.