Médicos da rede municipal decidem em assembleia suspender greve, mas mantêm estado de mobilização

Em assembleia geral realizada na noite dessa segunda-feira (5), os médicos decidiram suspender a greve, porém, manter o estado de assembleia permanente intensificando as ações de mobilização até que as pautas da categoria sejam atendidas.
A greve havia sido anunciada na última terça-feira (30) e seria deflagrada ontem, no entanto, teve que ser abordada após o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT) considera-la ilegal e com previsão de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento
Conforme o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT), a categoria chegou ao limite para seguir cumprindo o trabalho e mantém as reivindicações. “Não iremos mais aceitar trabalhar em péssimas condições de trabalho, sem equipamentos nas unidades, sem medicamentos e materiais básicos para atendimento, com escalas incompletas em plantões exaustivos e depois de meses de negociação com a secretaria municipal de saúde para a elaboração do edital onde havia sido acordado 465 vagas, ainda fomos surpreendidos pelos 200 vagas retiradas na calada da noite sem mais nem menos. Um desrespeito fazendo com que a categoria optasse pela deflagração da greve”, disse Adeildo Lucena, presidente do Sindimed-MT.
As principais pautas são:
Edital do concurso com as 465 vagas acordadas durante as reuniões da comissão do concurso, retornando as 200 vagas retiradas pela prefeitura.
Cumprimento da Decisão Judicial que determina a realização de concurso na Empresa Cuiabana de Saúde Pública.
Péssimas condições de trabalho
Falta de equipamentos nas unidades
Falta de medicamentos e insumos médicos
Escalas incompletas gerando plantões exaustivos
Perseguições a médicos
Violência nas unidades de saúde