Aprosoja diz que ataques ao agro brasileiro tem “cunho comercial”

Cadore diz que existe pressão, porque a produção brasileira assusta concorrentes estrangeiros
O presidente da Aprosoja Mato Grosso, Fernando Cadore, afirmou nesta segunda-feira (27) que boa parte das críticas feitas ao agronegócio brasileiro é fruto de uma guerra comercial travada sobretudo por países europeus.
Ao programa Pânico, da Rádio Jovem Pan, Cadore apontou que Mato Grosso tem preservado cerca de 60% do seu território, com três biomas diferentes.
“Em Mato Grosso temos o Pantanal, a Amazônia, o Cerrado, e é o maior produtor de soja e milho do País e só usa 10% do seu território. […] Mas recebemos muitos ataques de cunho comercial”, afirmou.

O Brasil virou um celeiro gigante, produz duas safras por ano. Então, temos uma produção que assusta outros produtores
Cadore foi questionado sobre o motivo das críticas. Ele atribuiu a um “protecionismo” por parte dos produtores rurais europeus. Segundo ele, usam de ataques, em especial quanto à suposta ausência de preservação ambiental nas produções do Brasil.
“Hoje, o produtor europeu perdeu a competitividade. Uma parte pelo êxodo urbano e outra parte por existir um protecionismo na Europa. O produtor europeu recebe de subsídio do Governo cerca de mil euros de hectare por ano, produzindo ou não”, disse.
“Então, existe uma pressão muito grande – não só da Europa como do Mundo. O Brasil virou um celeiro gigante, produz duas safras por ano. Então, temos uma produção que assusta outros produtores”, acrescentou.
Logística defasada
Mato Grosso é o Estado com maior produção de grão de País. Segundo Cadore, se fosse um país estaria em quarto lugar no hanking de produção mundial.
Ele apontou que o título foi conquistado apesar dos grandes problemas de infraestrutura que o Estado possui.
“Somos o maior produtor, mesmo com a logística defasada. Mato Grosso cresceu na pandemia 4% no último ano, nos últimos 10 anos tem crescido a 5% ao ano em média. E somos carentes de infraestrutura”, completou.
fonte:midianews